terça-feira, 2 de junho de 2020

Esgotamento Materno: e quando tudo parece pesado demais?

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365 dias, 24 horas e 60 minutos: este é o tempo de dedicação de uma mãe ao seu filho. Mas a vida de uma mãe não se resume única e exclusivamente à rotina de cuidados com a cria. Somam-se ainda os afazeres domésticos e outras atividades fora do lar. No âmbito social, há diversos “papéis” a serem desempenhados: o de mulher, de esposa, de filha, de profissional, de amiga, de vizinha, entre outros. Além disso, a mãe deve lidar com as expectativas relacionadas à maternidade e ao romantismo idealizado durante a gestação. Que passam bem longe da realidade diária materna. É nesse contexto que muitas mães se veem em um estado de esgotamento materno. Mas o que isso significa? E como evitar?

Esgotamento materno, o mommy burnout

Muitas vezes, sem o apoio necessário, este cenário pode desencadear um estado de tensão emocional e estresse crônico provocados pela sobrecarga das tarefas e responsabilidades. É a “síndrome de burnout materno”. O termo “burnout”, numa acepção clínica, sugere um desgaste que danifica aspectos físicos e psicológicos.

No livro Mommy Burnout, a autora Sheryl Ziegler afirma que são altamente destrutivos o estresse e a carga de culpa que as mães carregam por não fazerem mais pelos seus filhos. Sobrecarregadas por inúmeras responsabilidades que parecem não ter fim, as mães vivem além de um limite tolerável de esgotamento. E se deparam com a sensação de fracasso, o isolamento, as dúvidas e a falta de um olhar cuidadoso a si própria, o que muitas vezes comprometem o relacionamento familiar.

Quais os sintomas do esgotamento materno? 

O desgaste e sensação de esgotamento são esperados diante da rotina materna. Entretanto, é importante observar e estar atenta a alguns sintomas, suas intensidades e constância. Os sintomas psicossomáticos aparecem como dores de cabeça frequentes, fadiga crônica, dores nas articulações, insônia e dificuldades gastrointestinais. Ainda, entre os sintomas emocionais estão a depressão, frustração, ansiedade, irritabilidade, que são acentuados por sentimentos de desamparo e desespero, dentre outros.

Cabe destacar que a síndrome de burnout materno pode se manifestar anos após o nascimento de um filho. Um dos fatores consideráveis, são de mulheres que vivem a experiência da maternidade sozinhas, sem o apoio que precisam. Em muitos casos, mesmo casadas e com a família por perto, a rede de suporte se apresenta ineficaz para a mãe.

Reconhecer e buscar ajuda também é cuidar de si

Acolher as expectativas e fantasias acerca da maternidade. Respeitar o seu tempo e possibilidades. Abraçar os seus limites e medos. Estar coerente com o seu modo de maternar, se compreender como protagonista do seu movimento materno e se aceitar como humana, passível de erros e acertos. Tudo isso contribui para o autoconhecimento da mãe nesse período. Porém, quando tudo parecer “pesado demais”, um espaço de fala pode ser bem-vindo, reconhecer e buscar ajuda também é cuidar de si.

Fonte: https://leiturinha.com.br/blog/esgotamento-materno/

segunda-feira, 1 de junho de 2020

Precisamos falar sobre saúde mental materna

 por Juliana Di Lorenzo


Inúmeras questões ainda são pautadas em discussões quando tratamos de um tema tão abrangente como a saúde mental materna. A expectativa é a de que esta fase seja feita de constantes alegrias relacionadas à experiência de gerar e trazer ao mundo um novo ser. Porém, muitas mulheres relatam ansiedade, tristeza ou culpa, que afetam de forma significativa o estado emocional, psicológico e o bem-estar materno.

Mas, afinal, o que é saúde mental?

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o conceito de saúde mental é amplo. Uma definição seria: o estado de bem-estar em que o indivíduo está consciente de suas próprias capacidades, pode lidar com o estresse normal da vida, trabalhar de maneira produtiva, e contribuir para sua comunidade. A partir desta compreensão, podemos dizer que este estado de bem-estar também inclui a capacidade do indivíduo de apreciar e estar congruente com sua própria existência.

Por que precisamos falar sobre a saúde mental materna?

Porém, a saúde emocional materna é frequentemente desconsiderada. Muitas gestantes e puérperas que se encontram em estado negativo de bem-estar não são diagnosticadas. Isso faz com que elas percam a possibilidade de tratarem situações que comprometem o desenvolvimento pleno e saudável do período. O que pode, em algum momento, gerar o adoecimento no ciclo gravídico-puerperal.

Dentre estas situações negativas, as mais comuns no período gestacional são a ansiedade e a depressão. No entanto, em muitas vezes esses sintomas são ignorados no acompanhamento do pré-natal e minimizados pela família. Cabe ressaltar que, a ansiedade e depressão gestacional são fatores de risco para a depressão pós-parto e devem receber atenção e tratamento devido.

Adoecimentos mais comuns no pós-parto: 

– A melancolia ou tristeza materna, o Baby Blues, atinge, em grau maior ou menor, 85% das mulheres nas primeiras semanas após o parto. Os sintomas tendem a se dissolver com o passar dos dias, não sendo necessário nenhuma intervenção terapêutica ou psiquiátrica.

– A depressão pós-parto (DPP) é caracterizada pela tristeza prolongada, embotamento, perda de motivação, labilidade emocional, retraimento e isolamento, sensação de incapacidade e de culpa constante. Em alguns casos pode ocorrer episódios maníacos, preocupação excessiva com limpeza, entre outros. É fundamental a avaliação dos fatores de risco e de proteção, que poderão auxiliar na conduta e tratamento adequado.

– Normalmente diagnosticada por episódios maníacos, depressivos ou psicóticos, a psicose puerperal apresenta como sintomas característicos um quadro delirante, alucinatório, grave e agudo, que aparece do segundo dia a 3 meses depois do parto. Atualmente, se observa no CID 10 (Classificação Internacional de Doenças) uma tendência a considerá-la, assim como a Depressão Pós-parto, como um tipo de Transtorno do Humor, iniciada ou precipitada pelo puerpério. Neste caso, a intervenção deve ser imediata.

– Desenvolvido como resposta à exposição frente a um evento traumático, o transtorno de pânico pós-parto (TEPT) pode ocorrer antes mesmo da gestação, durante ou no decorrer do parto. Em situações como: perdas perinatais, morbidades maternas graves, experiências de partos complicados, violência obstétrica, procedimentos invasivos e intervenções no parto, entre outros. Manifesta-se através de sintomas de ansiedade elevada e comportamentos obsessivos-compulsivos, incluindo aqueles dedicados ao bebê, como conferir repetidas vezes se o mesmo está respirando, se está no berço. Enfim, um excesso de proteção generalizado. 

Cuide das grávidas e mães ao seu redor!

Portanto, quando pensamos em acompanhamento às tentantes, gestantes e puérperas é vital que a saúde mental, assim como a saúde física, seja igualmente considerada e investigada. Sendo que o aspecto mais importante da assistência materna é o apoio à mulher. No sentido de promover, junto a ela, estratégias de enfrentamento e possibilidades para lidar com as questões e adoecimentos que comprometam a saúde e bem-estar ao longo da maternidade.

Fonte: https://leiturinha.com.br/blog/saude-mental-materna/

sábado, 23 de maio de 2020

12 dicas de filmes para assistir em família

 por  | maio 15, 2020 | 3 Comentários

Os filmes são iguais a portais mágicos. Através dos filmes, somos transportados para outra dimensão. Sentimos emoções diversas, desde alegria até mesmo tristeza. Quem nunca ficou devastado após assistir Titanic? Podemos sentir adrenalina, ao torcermos para nossos personagens favoritos atingirem o objetivo e frustração, se não conseguem. Os pequenos também sentem isso assistindo aos seus filmes ou desenhos. Mas, por que não sentir juntos? Selecionamos e separamos filmes para assistir em família que vão proporcionar muitas emoções. Além de claro, ser um momento especial para ficar grudadinho no seu pequeno. 

1. Dois Irmãos: Uma Jornada Fantástica (2020)

Essa é a mais nova animação da Disney, lançada no início do ano. Ela traz emoções, aventura e uma pitada de magia. Em um mundo transformado, no qual as criaturas não dependiam mais da magia para viver, dois irmãos elfos recebem um cajado de bruxo de seu falecido pai. Esse cajado é capaz de trazê-lo de volta à vida. Inexperientes com qualquer tipo de magia, Ian e Barley não conseguem executar o feitiço e acabam gerando uma criatura sem cabeça. Para passar mais um dia com seu pai, eles embarcam em uma jornada fantástica. Ao perceber a ausência dos filhos, sua mãe se une à uma lendária manticora para encontrá-los.

2. Frozen II (2020)

Continuação do aclamado filme Frozen, de maior bilheteria mundial. Na continuação, Elsa e Anna descobrem uma história do pai, quando ainda era príncipe de Arendelle. Ele conta às meninas a história de uma visita à floresta dos elementos, onde um acontecimento inesperado teria provocado a separação dos habitantes da cidade com os quatro elementos fundamentais: ar, fogo, terra e água. Esta revelação ajuda Elsa a ir atrás da origem de seus poderes. 

3. Live Action: Aladdin (2019)

Esse filme é para aquecer o coração de quem já viu a animação. Nada como trazer os personagens à vida real. Nesta história, parecida com a animação, Aladdin é um jovem ladrão que vive de pequenos roubos em Agrabah. Um dia, ele ajuda uma jovem a recuperar um valioso bracelete, sem saber que ela na verdade é a princesa Jasmine. Aladdin logo fica interessado nela, que diz ser a criada da princesa. Ao visitá-la em pleno palácio e descobrir sua identidade, ele é capturado por Jafar, o grão-vizir do sultanato, que deseja que ele recupere uma lâmpada mágica, onde habita um gênio capaz de conceder três desejos ao seu dono. 

4. Live Action: Rei Leão (2019)

Este filme também foi uma adaptação da animação vencedora do Oscar da Disney. Simba é um jovem leão cujo destino é se tornar o rei da selva. Entretanto, uma armadilha elaborada por seu tio Scar faz com que Mufasa, o atual rei, morra ao tentar salvar o filhote. A partir daí, a aventura começa. Preparem seu coração, esse filme é pura emoção. 

5. Wifi Ralph Quebrando a Internet (2018)

Quem já assistiu Detona Ralph? Essa continuação ganhou o coração dos pequenos. Ralph e Vanellope iniciam mais uma arriscada aventura. Após a gloriosa vitória no Fliperama Litwak, a dupla viaja para a world wide web, no universo expansivo e desconhecido da internet. Dessa vez, a missão é achar uma peça reserva para salvar o videogame Corrida Doce, de Vanellope. Para isso, eles contam com a ajuda dos cidadãos da Internet e de Yess, a alma por trás do Buzzztube, um famoso website que dita tendências.

6. O Quebra Nozes e os Quatro Reinos (2018)

Você já ouviu falar da história do quebra nozes? Ela é clássica e sempre contada na época de Natal. Nesta adaptação, Clara é uma jovem esperta e independente, porém, perde a única chave mágica capaz de abrir um presente de valor incalculável dado por seu padrinho. Ela decide então iniciar uma jornada de resgate que a leva pelo Reino dos Doces, o Reino das Neves, o Reino das Flores e o sinistro Quarto Reino. O que será que espera essa aventura?

7. Live Action: Dumbo (2019)

Sim, Dumbo se tornou um filme Live Action. E posso dizer, um dos melhores que assisti. Nesta história, Holt Farrier é uma ex-estrela de circo que retorna da guerra e encontra seu mundo virado de cabeça para baixo. O circo em que trabalhava está passando por grandes dificuldades. Ele fica encarregado de cuidar de um elefante recém-nascido, cujas orelhas gigantes fazem dele motivo de piada. No entanto, os filhos de Holt descobrem que o pequeno elefante é capaz de uma façanha enorme: voar.

8. O Bom Dinossauro (2015)

Este não é um dos filmes mais famosos da Pixar, porém, é um dos que deixa nossos olhos mareados. Se seu pequeno gosta de dinossauros, irá amar essa história. Em um mundo onde humanos e dinossauros vivem lado a lado, Arlo é um dinossauro que tenta encontrar seu caminho de volta para casa. Nesta jornada, ele desenvolve uma amizade incomum com o menino Spot.

9. Malévola: Dona do Mal (2019)

Nessa continuação, iremos conhecer ainda mais a fundo a história de Malévola. Ela e sua afilhada Aurora começam a questionar os complexos laços familiares que as prendem à medida que são puxadas em direções diferentes por casamentos, aliados inesperados e novas forças sombrias em jogo. Um filme com muita aventura, para acelerar o coração.

10. Os Irmãos Willoughby (2020)

Neste filme, os Irmãos Willoughby, Tim, Jane e seus irmãos gêmeos, possuem pais com temperamentos egoístas. Para se livrar deles e formar a família que desejam, eles bolam um plano para enviá-los em uma viagem de férias. Nessa aventura, os irmãos acabam descobrindo o verdadeiro significado da palavra família.

11. Procurando Dory (2016)

Depois de tanto esperar a continuação de Procurando Nemo, ela chegou. Um ano após ajudar Marlin a reencontrar seu filho Nemo, Dory tem um insight e lembra de sua amada família. Com saudades, ela decide fazer de tudo para reencontrá-los e acaba esbarrando com amigos do passado e vai parar nas perigosas mãos de humanos.

12. As Crônicas de Nárnia: O Leão, a Feiticeira e o Guarda Roupa (2005)

Esse filme é antigo, mas está marcado para sempre em sua geração de crianças. Todos deveriam assistir. É um clássico. Durante os bombardeios da Segunda Guerra Mundial de Londres, quatro irmãos ingleses são enviados para uma casa de campo onde eles estarão seguros. Um dia, Lucy encontra um guarda-roupa que a transporta para um mundo mágico chamado Nárnia. Depois de voltar, ela logo volta a Nárnia com seus irmãos, Peter e Edmund, e sua irmã, Susan. Lá eles se juntam ao leão mágico, Aslan, na luta contra a Feiticeira Branca.

Fonte: https://leiturinha.com.br/blog/12-filmes-para-assistir-em-familia/

sexta-feira, 22 de maio de 2020

8 dicas para praticar o consumo consciente em casa

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Consumir é algo que fazemos constantemente. Muitas vezes, nem percebemos que o fazemos. Por exemplo, consumimos quando tomamos banho, ou lavamos as louças, nos locomovemos, comemos, assistimos um filme, e outras coisas que são essenciais para vivermos. Por isso, existe o consumo consciente, para que possamos continuar com nossas atividades diárias e, ao mesmo tempo, diminuir os impactos de nossas ações sobre o meio ambiente.

Hoje, já somamos mais de 7 bilhões de pessoas no mundo, consumindo a todos os dias, a momento. O planeta, os cientistas, as grandes organizações governamentais e não-governamentais, os ativistas e até as pequenas instituições, já deixaram claro: estamos em estado de alerta, ou seja, precisamos prestar mais atenção na forma como consumimos, caso contrário destruiremos de vez nosso planeta e ecossistema.

Para além das atitudes já amplamente conhecidas, como apagar as luzes e fechar a torneira, reunimos aqui 7 dicas para praticar o consumo consciente em casa, buscando o equilíbrio entre a satisfação pessoal e a sustentabilidade:

1. Compre somente o necessário

Comprar por impulso, fazer estoque de coisas ou alimentos é uma prática altamente prejudicial. Quanto mais compramos, mais jogamos fora e, assim, geramos mais lixo. O ideal é fazer pequenas compras pré-planejadas para um período específico. Por exemplo: planejar o cardápio da semana e fazer compras semanais, ao invés de uma grande compra mensal. Assim, você evita que alimentos estraguem por não serem consumidos.

2. Opte por embalagens reduzidas ou retornáveis

Quanto mais embalagens tem o produto, mais lixo é gerado, claro. O ideal é optar por comprar produtos com menos embalagens. Por exemplo, se for comprar algo para a família, escolha as embalagens maiores: mais produto gerando menos descartes. Quando for uma opção, as embalagens retornáveis são uma ótima escolha, sempre!

Mais um bom hábito a ser adquirido, é o de levar sua própria sacola de pano quando for fazer compras. Assim, você evita sacolas plásticas que demoram 450 anos para serem decompostas.

3. Atenção aos alimentos

Frutas, verduras e legumes, geralmente, ficam expostos in natura, ou seja, de forma natural. Mas, muita atenção se esse é o caso: ao tocar os alimentos, você reduz sua vida útil. Então, o conselho aqui é escolher com os olhos e só pegar quando realmente for comprar. Desta forma, evitamos que eles estraguem e sejam jogados fora, antes mesmo de serem comprados.

Uma outra dica é aproveitar ao máximo todos os alimentos. Talos, folhas, sementes e cascas podem ser reutilizados e têm grande valor nutritivo. Procure receitinhas e aproveite para variar o cardápio!

4. Ande menos de carro

Tente, ao menos uma vez por semana, deixar seu carro em casa. Mas, se for impossível, opte pela carona solidária. Existem vários aplicativos para organizar e conectar as pessoas que fazem o mesmo trajeto todos os dias. Seja para diminuir o custo, ou reduzir a quantidade de carros nas ruas – o que diminui a quantidade de dióxido de carbono liberado pelos carros, altamente poluente e, também, menos carros nas vias implica em menos trânsito -, só benefícios à vista!

5. Separe corretamente o lixo para reciclagem

Um hábito que já se vê em várias casas é a seleção do lixo. Mas, muitas vezes, as pessoas fazem isso de forma errada, o que acaba dificultando a reciclagem. O jeito mais simples de garantir que a coleta seja efetiva, é separar o lixo seco (embalagens, plástico, papéis, alumínio, vidro, etc.) do lixo orgânico (restos de comida, alimentos estragados, etc). Porém, o maior ponto de atenção é: um material reciclável perde esta característica se teve contato com contaminantes, como óleos, graxas, cola, solventes e outros. Isso porque a remoção dos contaminantes dificulta – muitas vezes, até impossibilita – a reciclagem. Portanto, a correta separação dos materiais é essencial para que o processo de reciclagem seja bem sucedido.

6. Faça seus próprios brinquedos

Com produção exclusiva PlayKids, a série SuperHands ensina as crianças a fazerem diferentes brinquedos, usando apenas materiais comuns que temos em casa, como tinta, canetinha, tesoura, cola e muita diversão!

7. Não jogue no lixo, doe

Brinquedos, móveis, livros, roupas e outras coisas que vocês não usam mais, podem servir à outras pessoas! Portanto, ao invés de jogar fora, doe. É muito comum, entre as mães, compartilhar roupas, brinquedos e livros que não servem mais para seu pequeno e, também, receber outros que já não servem para outros pequenos. Mas, se esse não for o seu caso, encontre brechós, sebos ou uma entidade beneficente que possa direcionar o seu descarte. Além de você fazer uma boa ação, ainda preserva o meio ambiente!

8. Plante uma horta em casa

Preparar o lugar, escolher as sementinhas, pesquisar quais as melhores opções para cada época do ano, plantar, cuidar, ver brotar, colher e preparar uma deliciosa receita para comer em família. Tudo isso colabora com o fortalecimento do vínculo afetivo entre você e o seu pequeno e com o bem-estar de toda a família. 

Fonte: https://leiturinha.com.br/blog/dicas-para-praticar-o-consumo-consciente-em-casa-2/

quarta-feira, 20 de maio de 2020

NÃO ME CONVIDE PARA NADA

Fabrício Carpinejar

Amigos vivem me convidando para almoçar ou jantar: “Passa aqui que tem feijoada”, “Reuniremos cinco casais para beber e tocar violão”, “Espero vocês em minha chácara!”.
Eu logo raciocino: só eu permaneço em isolamento? Fico duvidando da minha sanidade, achando que sou um idiota e venho exagerando.
De repente, estamos em casa sem sermos avisados de que o mundo inteiro já pisa na rua. Pelo jeito, nos tornaremos os últimos a abandonar a quarentena.
Leandro Karnal discerniu com categoria: enquanto a classe média suporta a monotonia, quem está na pobreza aguenta a fome. Não são tempos iguais para todos.
Há quem queira sair e confraternizar, eu pergunto: comemorar o quê?
Os hospitais e cemitérios superlotados?
São mais de quinze mil mortes no país pelo coronavírus. Muitas dessas vítimas são resultados diretos de nossa alienação.
Assistimos por dia quatro rompimentos da barragem de Brumadinho. E assistimos! Não nos encontramos no meio da lama.
As pessoas unicamente mudam de postura quando a morte puxar pela mão um conhecido ou um parente. Daí levarão para o lado pessoal e entenderão da pior forma a gravidade da situação. Será que apenas é possível enxergar a realidade depois das lágrimas? Não pode ser antes da dor?
Não tomar sol, não passear, não frequentar shopping, não ir ao salão, não abraçar os familiares não são privações, mas cuidados, absolutamente viáveis e possíveis. Privado é aquele que se vê sem emprego e sem comida na mesa.
Vamos parar de falar bobagem. É uma guerra civil contra uma doença. Tédio não é sobrevivência.

Postagem em destaque

  Isto é, se a pessoa for livre da fome, livre da ausência da escolaridade, livre da doença sem alternativa, então ela é livre para escolher...